Vemos no país uma polarização já conhecida e que a muito não se fazia. Lembro, evidentemente da época que antecedeu ao golpe de 1964 em que muita movimentação de lideranças políticas utilizavam, claramente de forma genérica os dizeres 'esquerda' e 'direita', porem nos dias de hoje de forma jamais vista se pensa sobre isso e as noticias se disseminam por toda parte. Na verdade o que mudou dos tempos de Jango para cá é a capacidade de difusão dessas informações, pois o simplismo e alienação sobre espectro político continuam os mesmos.
Outro fator importante é a quantidade assustadora de analfabetos no país com dados abaixo retirados do IBGE:
O número de analfabetos no Brasil permaneceu estável entre 2013 e 2014. Segundo dados do PNAD, 8,3% dos brasileiros com mais de 15 anos não sabiam ler nem escrever no ano passado - ou o equivalente a 13,2 milhões de pessoas. A região Nordeste ostenta os piores índices de analfabetismo do país. No total, 16% dos adultos estão nessa condição. Entre os homens nordestinos, a taxa é de 18,5% que não sabem ler
São números alarmantes e que não podem ser aceitos com normalidade e serem tratados como algo rotineiro quase que impronunciável nos meios de comunicação, estamos formando e formando mal. Isso é um fato, infelizmente, mas sabemos também que houve avanços se comparado ao início do século XXI. Algo curioso na observação da política brasileira atual é que a grande revolução da informação propagada em tempo real formou um verdadeiro pente fino para os candidatos à presidência, pois a qualquer momento pode ser acessado informações sobre seus respectivos passados, sobre suas atitudes, algo que somente os detentores da grande mídia podiam há alguns anos atrás.
Mas isso não foi o suficiente para diluir a alienação do povo, isso porque a nação brasileira ainda age na política como que em uma torcida de futebol estasiado com os acontecimentos, fazendo com que em certos momentos perca a racionalidade durante o período de campanha, mas esse fenômeno não é exclusivo do brasileiro, sabemos que em todas as nações há uma certa atmosfera diferente entre esses períodos. E o que faz ser curioso no Brasil é essa contradição recorrente de pensamentos de mudança e equívocos quanto de fato a existência dessa mudança em certos candidatos que visivelmente não demonstram essa aclamação popular. A sociedade brasileira ao que parece está iniciando sua descoberta interior agora, depois de mais de 500 anos desde a chegada do europeu que por aqui se apropriou. O que de fato não deixa de ser positivo, mas dentro da história o que temos é a questão dos interesses em validar certos aspectos da história por parte de alguns e a exclusão de outros e esse jogo é perigosíssimo para uma nação, pois o povo ao qual não lhe foi dado o poder de conhecer seu passado pode justamente se iludir e o ciclo vicioso de omissão da propria história ocorrer novamente.
Digo isso porque não tivemos um partido dos panteras negras, não tivemos um movimento feminista atrelado ao embate do poder, não tivemos uma reconfiguração do nosso passado, tudo isso crucial para uma sociedade mais consciente de si e que saiba o que realmente representa essas terras latino americanas. O povo é omisso de seu passado, a escravidão nesse país nunca foi colocado em pauta na vida cotidiana. Só o que vemos tipicamente como nos vizinhos latino americanos é a falta de políticos conscientes e preparados. Sendo assim não somente o povo precisa está lucido do lugar que vive e da realidade atual, mas também os que almejam ocupar cargos públicos e que em sua grande maioria se mostra amador para a vida publica e alienado, assim como uma boa parte de seus eleitores.
A campanha politica ruma para suas ultimas semanas no primeiro turno e o Brasil está em jogo aqui. as pessoas dessa latino America (que o próprio brasileiro não tem o sentimento de pertença no continente) precisam racionalizar na hora do voto, não é só o chefe de Estado é preciso votar bem para o congresso nacional. O brasil que eu quero (referente aquela patética campanha da globo) é aquele que profissionalize seus políticos e que não se deixe levar pela ação anti ética, um país com pensamento de grandeza (não o pensamento norte-americano) que se veja como realmente é, ou seja, o maior país da America do sul e busque ser uma nação grande socialmente diferente dos EUA que só querem dinheiro e esquecem da cultura e da perseguição da igualdade e da qualidade de vida.
Já fomos taxados de república das bananas e logo vemos que mesmo que não seja no mesmo contexto de quando foi dito ela se encaixa muito bem. Não parece e não deveria parecer para a população que seria um salvador da pátria que iria salvar o país dessa triste realidade, mas para muitos a irracionalidade já virou rotina e nesse momento vivemos entre a democracia e a faca, entre a mudança e a contradição. Nada mais brasileiro que querer e não agir de acordo com a mudança, nada mais obvio que estarmos entre garotinho e Eduardo Paes, entre Collor e Calheiros e enfim, nada mais convencional do que focar em presidente e votar para o congresso em figuras alegóricas e despreparadas para seus cargos. Votar sem espectro político, sem intenções pessoais vendendo a postura a um engravatado que nem sabe pelo quê luta senão por si.
O provocador.
Já fomos taxados de república das bananas e logo vemos que mesmo que não seja no mesmo contexto de quando foi dito ela se encaixa muito bem. Não parece e não deveria parecer para a população que seria um salvador da pátria que iria salvar o país dessa triste realidade, mas para muitos a irracionalidade já virou rotina e nesse momento vivemos entre a democracia e a faca, entre a mudança e a contradição. Nada mais brasileiro que querer e não agir de acordo com a mudança, nada mais obvio que estarmos entre garotinho e Eduardo Paes, entre Collor e Calheiros e enfim, nada mais convencional do que focar em presidente e votar para o congresso em figuras alegóricas e despreparadas para seus cargos. Votar sem espectro político, sem intenções pessoais vendendo a postura a um engravatado que nem sabe pelo quê luta senão por si.
O provocador.