quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Política à brasileira

                                                                 


           A política à brasileira demonstra cada vez mais que pode surpreender, ou será que somos nós que criamos expectativas demais em relação a mudanças? Bem, o que sabemos é que não há democracia quando privilégios remetentes ao passado são colocados como critério nas eleições, por exemplo, tempo de TV, pois esse é criterioso a partir da força do partido no congresso nacional e dos números de desempenho na eleição anterior, sendo que os partidos que já estão no poder tendem a crescer ainda mais fazendo acordos, ou seja, um sistema de privilegio.  
         Uma política baseada no "Centrão" que como definição pratica seria o grupo de políticos "sem ideologia" política e que governam para barganhar interesses próprios. Esse grupo que há alguns anos tem sido analisado e que demonstra o (P)MDB como seu principal representante, não à toa que por mais de 30 anos figuras como Michel Temer estejam ocupando cargos públicos sem fazer um benefício pragmático para a população a qual eles deveriam representar.   
      O chamado centrão inclui ainda partidos como o PP, DEM E PR, esses não raro, são os partidos mais citados na lava jato. Mas por qual motivo eles ainda se sairão bem nas eleições de 2018? Simples, eles têm privilégios e mantem "currais eleitorais" puxados pelos políticos de pequenas cidades do país, que buscam recursos para essas cidades, não mais como os "coronéis", mas como gestores obviamente com poder monetário para manter clientela. Parece familiar não é mesmo?  
       Bem, não dá pra negar que superamos o coronelismo e muito do que o mesmo representou, mas o jogo político me parece não apresentar mudanças. Um cidadão de pequena cidade vota por um cargo e o prefeito da mesma apoia por privilégios pessoais e públicos para poder se vangloriar posteriormente e manter sua casta no poder.  
        Parece que vivemos em um looping, isso porque quem controla as decisões publicas pensa no próprio umbigo, fazendo com que só o que podemos fazer é evidenciar tais coisas. Muitas vezes nos remetemos a esquerda aquela que iria acabar com esse looping, porem nos deparamos com o partido dos trabalhadores fazendo acordo de não agressão com o PSB para sufocar Ciro Gomes. Vejam, enquanto o centrão se une para se manter no poder junto ao Geraldo Alckmin, o PT isola o Ciro e no andar da carruagem irá morrer abraçado com o mesmo no fim das contas.  
        Não vemos sinais de mudanças, a direita conservadora sempre esteve à frente desse país, porem no momento em que a dita esquerda brasileira assumiu o poder antes mesmo de chegar lá enviou a carta patética ao mercado dizendo que não iria acabar com o privilégio desses. E hoje após ser traída pelos seus aliados ainda faz acordos com eles, o que demonstra a dependência na democracia e um sistema que favorece a quantidade e não qualidade. E de quebra preferir apoiar Paulo Câmara, um dos piores governantes desse estado em nome de sufocar um adversário que em um possível cenário de vitória seria um aliado bem mais razoável que figuras como Fernando Bezerra Coelho, Câmara e Geraldo Júlio. Isso só demonstra o quão sujo nossa política é.  
       Sem contar que a maioria dos políticos do país tem ao menos um parente que também foi político no passado, demonstrando que governam para seus clãs. Enquanto a raiz dos votos de gente como Mendoncinha for pequenas cidades de pessoas dependentes de cargo público e não uma população instruída e com empregos independentes dessas figuras, não vai ser com lava jato que se mudará o sistema (podre) político desse Brasil. 

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