Jussara Hoffmann é especialista em
avaliação educacional, formada em Letras pela UFRGS, mudou-se para o Rio de
Janeiro onde fez mestrado em educação/avaliação na UFRJ. Atuou na PUCRS como
docente em metodologia do ensino superior onde também desenvolveu pesquisas
sobre avaliação e educação infantil. Após sua aposentadoria, assumiu a direção
da editora Mediação onde é responsável pela publicação de obras, projeto
editorial e revisão de mais de duzentas obras editadas.
A autora tem doze livros publicados
sobre esse tema e participou de mais de 500 congressos no país e no exterior.
Tendo dentre suas obras, avaliação mito e desafio: uma perspectiva
construtivista; avaliação mediadora: uma
pratica em construção da pré-escola à universidade; avaliando redações:
metodologias e instrumentos de avaliação dentre outras. Portanto, Jussara é
especialista nesse tema e busca instruir através desses eventos, os professores
com quem tem contato, para buscar o que ela chama de educação mediadora.
Com isso a base do livro é a busca por
uma melhor avaliação em educação com ideias que permeiam o decorrer do livro.
Mas iremos nos conter a falar sobre o capitulo intitulado: respeitar ou
valorizar as diferenças?
Essa parte do livro nos traz a
questão da inclusão e de suas implicações na educação das crianças e jovens.
Foi dividida em três partes, onde vai se tornando gradual as coisas que ela
teoriza e coloca como suas ideias para a educação, ou seja, de acordo com a
leitura vai se percebendo onde ela quer chegar em sua argumentação. Como se vê
logo em sua indagação, a autora já inicia esse texto defendendo que é preciso
valorizar as diferenças. Em seguida traz o ponto que leva a educação a não
fazer aquilo que ela defende que é a celebração das diferenças, pois há um
histórico de padronização e uniformidade na educação vinda do século passado.
E é aqui que vem o ponto crucial do
texto onde ela argumenta que, em avaliação se erra ao imagina-la como justa,
com o pensamento de que a avaliação por si só, sendo igual, haverá justiça com
o avaliado perante a todos, porém, na verdade esses padrões e regras comuns
fazem ocorrer um processo de exclusão. E partindo disso tenta promover a união
dos professores em prol de uma nova forma de avaliar, onde não se tenha pressa
e que priorize o processo educativo e que faça da avaliação um meio de
diversidade, de pluralidade de ideias que não haja padrões definidores de
avaliação, mas sim, diversidade, que se possa realmente promover as diferenças
e valoriza-las.
O texto nos trouxe bons meios de
reflexão sobre o modo de avaliar, é importante que isso seja abordado entre os
profissionais em educação, sabemos das dificuldades e das nossas realidades
brasileiras, sendo assim esse texto vem pra somar tanto a um jovem, como a um
professor com mais experiência, para que esse processo de educação consiga
alcançar o desejo de todos que é sua melhoria. Portanto acredito que tanto
profissionais da área, como levar em sala para mostrar aos alunos seria
interessante, até para fazer o aluno participar e opinar sobre o meio em que
ele está inserido, contanto acredito que pouco se faz em pratica do que vem na
teoria, ou seja sabemos das dificuldades, porem vejo que falta até um acesso
maior por parte dos docentes à obras como essa.
Mas vejo de forma muito positiva
que haja teorias e ideias boas para somar à educação, porem se espera que tais
obras estejam perpassando o campo universitário e sendo discutidos nas escolas,
e arrisco até dizer que junto aos estudantes de ensino médio principalmente e
com as gestões municipais e estaduais que costumeiramente estão tão presos as
burocracias atuais que pouco se discutem no ambiente escolar sobre suas
próprias realidades.
HOFFMAN,
Jussara. O jogo do contrário em avaliação. Porto Alegre: Mediação, 2° edição,
2005, 192p.
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