domingo, 7 de abril de 2019

Resenha sobre o pensamento de Hobbes, Rousseau e Locke


          

             Antes de mais nada precisamos falar sobre o Estado e de como ele surgiu em nossa sociedade a qual conhecemos. Inicialmente é preciso falar que o surgimento do estado em suas primeiras concepções não pode ser alcançado devido à falta de fontes e registros deixados, porem são muitas as teorias que fundamentam e buscam entender como o mesmo foi criado e se estabeleceu. Existe teorias que tentam embasar a formação dessa organização estatal como a teoria familiar, teoria de origem patrimonial e teorias de força.
             Dado um princípio breve sobre as teorias e histórias que remetem a formação do Estado vamos dar início a um diálogo entre os pensadores modernos sobre o que veio a ser o Estado moderno. Porem antes disso é importante lembrar o que se caracteriza como Estado moderno, ele surgiu no contexto da idade média em direção ao que os historiadores chamam de Renascimento, onde ainda existia o monopólio do poder familiar do rei e as monarquias estavam a muito tempo estabelecidas no continente europeu, portanto o sistema econômico vigente era o feudal com a nobreza comandando as grandes áreas de plantação e utilizando de trabalho sérvio para fazer o sistema ocorrer de fato.
              Lembrando que trabalhamos esses conceitos na realidade europeia somente, não incluindo os Estados do continente africano nem asiático que estão vivendo em outros contextos na época em que pensadores estavam conceituando temas como Estado e participação popular dentro do mesmo.
              Com isso temos a nossa maior referência de tomada de poder no século XVIII que é a queda da bastilha e a revolução francesa que destitui o poder monárquico total e institui posteriormente o que chamamos de monarquia constitucionalista que escreve as leis maiores da nação e tira poderes totais do rei que antes era absolutistas e faz surgir o pensamento liberal na Europa.
              Entre esses pensadores os três que iramos focar que são; Hobbes, Rousseau e Locke que irão teorizar sobre as questões que já introduzi nessa primeira parte, uma das coisas que eles tem em comum é o pensamento de que o Estado surge de um contrato social. Para Hobbes o ser Homem tem um desejo de destruição e de dominar e perpetuar o domínio sobre seu semelhante e é aí que entra o Estado como um poder que é superior ao Humano para conter seus desejos. Enquanto Rousseau acredita que o Homem é bom, porem a sociedade o corrompe, ele afirma também que todo poder emana do povo e o Estado é nada mais que a vontade de coletivizar o que antes era individual, como cita a questão de que os parlamento nada mais é do que indivíduos que representam o anseio dessa coletividade onde o povo entrega sua liberdade a alguns indivíduos selecionados para ocupar aqueles cargos.
              Já Locke afirma que o Estado é necessário não pela natureza má do Homem, mas por uma necessidade de haver uma instância acima do julgamento parcial de cada cidadão. Ele é um grande crítico do absolutismo, acredita em rotatividade de poder e que o Estado preserve o direito à liberdade e à propriedade privada e que as leis devem ser fruto da vontade da assembleia e não de um soberano.
              Cada pensador citado tem pensamentos em comum, porem divergem consideravelmente em outros, como por exemplo Hobbes que teoriza em prol de legitimar as ações do rei, já Locke como falado é anti absolutismo e com pensamentos liberais e Rousseau afirma que o Homem nasce livre e é um dos primeiros a considerar o povo como a melhor forma de governo. Na questão de liberdade eles diferem em questões como o Homem após o contrato social não poder exigi-la já outro dirá que a liberdade virá a partir desse contrato, enfim as convergências aqui são primordialmente em relação as ideias consequenciais da formação do Estado e não ele em si.
               Rousseau por exemplo traz questões como a democracia representativa e democracia direta e teoriza sobre elas na tentativa de ilustrar que a liberdade existe de forma sistema agora com a criação do Estado, porem nos remete pensar sobre o que é de fato esse sistema que estamos envoltos e de que cada teoria posta por ambos nos traz grandes contribuições e que devemos hoje buscar trazer para nossas realidades contemporâneas no intuito de nos instruirmos sobre a realidade que nos cerca.               

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